Um fundo sem petróleo

Portugal quer criar um Fundo Soberano. Mas pode um fundo soberano nascer financiado por dívida?

No novo artigo de opinião publicado no Jornal Económico, Pedro Lino analisa a proposta de criação de um Fundo Soberano português, um instrumento que, em vários países, tem sido utilizado para preservar riqueza, diversificar economias e investir com uma visão de longo prazo.

Mas há uma diferença essencial: muitos fundos soberanos são financiados por receitas extraordinárias, como petróleo, gás ou excedentes orçamentais. No caso português, a proposta passa por recorrer à emissão de dívida para financiar o projeto.

Segundo Pedro Lino, esta opção levanta questões relevantes sobre risco, rentabilidade e sustentabilidade. Para que o fundo faça sentido, terá de gerar retornos superiores ao custo da dívida, manter uma gestão independente dos ciclos políticos e estar protegido de pressões governativas de curto prazo.

Mais do que o nome ou o anúncio, o sucesso de um Fundo Soberano dependerá da forma como for financiado, da qualidade da sua governação e da capacidade de servir objetivos verdadeiramente estratégicos para o país.

Outras Publicações

Amália: a ambição certa, o instrumento errado

Portugal quer afirmar a sua soberania digital com o lançamento do AMALIA. Mas será este o caminho certo para competir na era da Inteligência Artificial?

A corrida da IA na Europa

O excesso de regulação na Europa, tem consequências.

Seguro ou não seguro?

Com mais eventos climáticos extremos, o seguro multirriscos é essencial para proteger casas em Portugal.